O Feminismo na Moda e 5 Mulheres Inspiradoras para Seguir no Instagram!

Como o feminismo influencia o mercado de moda.

Dior / Spring Ready To Wear 2017

O feminismo está na moda, não apenas nas redes sociais mas também fora delas. Sempre existiram mulheres que lutaram e se rebelaram contra o sistema e suas condições ao longo da história. Tal luta por igualdade se repercute até os dias atuais, passando por diferentes movimentos, processos, influenciando a cultura, o consumo e o cotidiano. 

A visibilidade que foi dada a mulher pelo movimento feminista tornou possível novas atuações na política, na sexualidade e na família. Entender a relevância do feminismo é importante para compreender a sociedade em que vivemos e quais foram as suas consequências, mudanças e vitórias nas diversas ramificações que o movimento atingiu.

A primeira onda do feminismo ocorreu no final do século XIX, quando mulheres inglesas se levantaram para lutar por seus direitos, principalmente ao voto. As sufragetes, como eram chamadas, provocaram diversas manifestações em Londres e seus esforços foram recompensados quando em 1918 elas conquistaram o direito de votar.

No Brasil o movimento teve como líder Bertha Lutz, bióloga que estudou no exterior e voltou para o país em 1910, começando a luta pelo voto, educação igualitária e o direito ao divórcio. Ela também foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, organização que fez campanha pública pelo voto, o qual foi conquistado em 1932.

A segunda onda se alastra pela Europa e EUA, porém só vai aparecer na década de 60, já que os movimentos jovens de liberdade somados a popularidade de livros como O segundo sexo, de Simone de Beauvoir (1949) e A mística feminina de  Betty Friedan (1963), iniciaram uma nova efervescência do movimento que ficou no hiato por 30 anos. Já no Brasil, devido ao ambiente do regime militar e as opressões à liberdade no país, as primeiras manifestações feministas apareceram apenas no final da década de 1960.

Primeira onda no Reino Unido em meados de 1900 / Pinterest : Reprodução
Segunda onda no Brasil nos anos 60 / Pinterest : Reprodução

“O feminismo aparece como um movimento libertário, que não quer só espaço para a mulher – no trabalho, na vida pública, na educação –, mas que luta, sim, por uma nova forma de relacionamento entre homens e mulheres, em que esta última tenha liberdade e autonomia para decidir sobre sua vida e seu corpo.” ( PINTO, Céli Regina Jardim. 2010).

No terceiro momento, que aconteceu nos anos 90, a luta feminista se volta para assuntos mais abrangentes, como violência, sexualidade, gênero, direito ao trabalho, igualdade no casamento, direito à terra, direito à saúde materno-infantil, luta contra o racismo, orientações sexuais, etc. 

As feministas da terceira onda acreditavam que havia a necessidade de mais mudanças nos estereótipos, na ilustração da mídia e na linguagem para definir as mulheres. É nesse período que o slogan “Girl power” aparece e se populariza como um termo para empoderamento feminino.

No Brasil houveram várias conquistas, tais como a criação de ONGS que tinham como foco  aprovar medidas protetoras para as mulheres e de abrir espaços para a sua maior participação na política. Além disso, outra grande vitória foi a aprovação da Lei Maria da Penha (Lei n. 11 340, de 7 de agosto de 2006), que criou mecanismos para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

” Pussy Hats” na Marcha das Mulheres em Washington 2017 /Business Insider: Reprodução

A quarta onda é atual e está ainda em construção. Com a disponibilidade do universo digital e das redes sociais, a veiculação e propagação de ativismos são facilitados e amplamente compartilhados. Além de servir como influência para tendências de comportamento e compra, essa ferramenta faz com que assuntos importantes tais como, violência, identidade e corpo, racismo, transfobia, gordofobia, visibilidade LGBTQ+, etc, sejam aprofundados e questionados.

Como qualquer pilar importante da sociedade, a moda não deixaria de ser afetada por esse movimento desde os seus primórdios. Desde Poiret no fim do século XXI, que libertou as mulheres dos espartilhos, até Coco Chanel nos anos 20 com suas criações que traziam para closet feminino peças até então de exclusividade masculina.

Saint Laurent implementou os smokings para mulheres e Mary Quant popularizou as famosas minissaias nos anos 60. Os jeans se disseminaram nos anos 70 como uma peça unissex e nos anos 80 o “power dressing” abusou de looks masculinos, nos quais mulheres transmitiram seu poder e autoridade em campos profissionais e políticos. Nos anos 90 a liberdade foi se alastrando com a lingerie à mostra e a popularidade de tribos de estilo, tais como o grunge.

Yves Saint Laurent 90’s / Pinterest : Reprodução
IORANE

Calça Feminina Cintura Baixa Iorane Feminist Jeans

UMA

Blazer Feminino Moderno UMA Bar Preto

Prabal Gurung Fall 2017/ Vogue Runway: Reprodução

Na atualidade a moda também serve como ferramenta de questionamento e posicionamento. Um exemplo de peso são as criações de camisetas nas passarelas internacionais com frases de empoderamento, grande parte por mérito de Maria Grazia, diretora criativa da Dior. Podemos citar  “We should all be feminists” (“Todos deveríamos ser feministas”)

da Dior, “The future is Female” (“O futuro é feminino”) e “Girls Just Wanna Have Fun-damental rights” (“As garotas só querem ter direitos fundamentais”), de Prabal Gurung, entre outros manifestos.

A moda é repleta de mulheres fortes e pioneiras. De Silvia Venturini, da Fendi, Miuccia Prada, Donatella, da Versace a Anna Wintour da Vogue US, todas são grandes exemplos de girl power!  A estilista Diane von Furstenberg já disse, “uma vez que somos tão ou mais fortes do que os homens, não deveríamos ter medo da nossa própria força”.

A mulher ganhou um grande espaço profissional e social, porém ainda há muito o que conquistar pela igualdade. Muitas mulheres contribuem com o movimento e são dignas de muitos likes e follows. Dá uma olhada na nossa lista e atualize seu feed com mulheres inspiradoras!

Jameela Jamil/ Instagram: Reprodução

@jameelajamilofficial

A atriz britânica promove o amor-próprio e a inclusão, principalmente por meio das redes sociais e do movimento I weight. Ela também luta contra as representações tóxicas das mulheres na sociedade atual.

@michelleobama

A escritora e ex Primeira Dama dos EUA tem uma plataforma, e recentemente um podcast, nos quais compartilha política, questões feministas e seu cotidiano.

Michelle Obama / Instagram: Reprodução
Adwoa Aboah / Instagram: Reprodução

@adwoaaboah

A modelo / ativista Adwoa Aboah fala abertamente sobre suas batalhas contra a depressão, o vício e a tentativa de suicídio. Em um esforço para se comunicar de forma mais eficaz com outras mulheres sobre essas questões, Aboah fundou o Gurl’s Talk, um espaço online “onde as meninas podem compartilhar abertamente suas experiências e sentimentos em um ambiente seguro e de confiança”.

@tudoorna

As irmãs Alcântara são a tradução de “mulheres empoderadas”. Juntas criaram o blog Tudo Orna e a partir dele expandiram o universo para produtos autorais, além de realizarem workshops focados no empreendedorismo. “ORNA é muito mais que um blog ou marca, e sim, uma causa que se propaga por diversos meios”.

Tudo Orna / Instagram: Reprodução
Trace Ross / Instagram: Reprodução

@traceeellisross

Filha de Diana Ross, Trace compartilha posts bem humorados sobre racismo, feminismo e lifestyle, além de exalar o talento artístico que carrega da mãe!


Fonte:

PEREZ, Olívia Cristina. A QUARTA ONDA FEMINISTA: INTERSECCIONAL, DIGITAL E COLETIVA. 2019. Disponível em:  alacip.org/cong19/25-perez-19.pdf

DE JESUS, Milena Santos. A ABORDAGEM CONFERIDA AO SEXO E GÊNERO NAS DISTINTAS ONDAS FEMINISTAS. 2014.  Disponível em: https://revistacafecomsociologia.com/revista/index.php/revista/article/view/355

PINTO, Céli Regina Jardim . Feminismo, história e poder . Rev. Sociol. Polit. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-44782010000200003&script=sci_abstract&tlng=fr

https://www.farfetch.com/br/style-guide/tendencias-subculturas/movimento-feminista-na-moda/

louaneb

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